Filtro dos Sonhos

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Primeiro texto de 2014 (e primeiro post).

 Que por coisa alguma nesse mundo, deixemos de batalhar pelo que queremos. Que desânimo algum seja suficiente para nos parar. Que tudo o que florescer, seja regado. Na janela do quarto há um filtro dos sonhos. Mas não desses de quando dormimos. Há um filtro dos sonhos que se sonham acordada. Esses, que se não sairmos da cama, não serão realizados. Esses, que nascem gradativamente no coração. Então, mocinha, levante-se daí. Tem muita gente lá fora. E toda essa gente também sonha. Coloque sua roupa mais confortável, solte esse cabelo, passe um batom nude e vá. Vá, porque o tempo não te espera. Vá porque seu sonho está correndo. Corra atrás dele, moça.

Anote tudo num bloquinho para não deixar nada para trás. Até os devaneios mais vagos. E se te perguntarem por que, responda: porque sim. Pois não há justificativa maior que o sim que está dando para si mesma. Corra contra o tempo. Ou melhor, corra mais rápido que o tempo. Porque, quando ele passar, muitos dos seus sonhos terão passado também, e você os terá dado tchau. Abrace tudo isso, menina!

Não esqueça que tudo não passa de uma grande aventura. Não esqueça que não tem script. Improvise. Escreva você mesma os seus textos. Ria da sua própria tragédia. O palco é seu. A vida é sua. Ninguém pode te privar dela. E mais: no final, lembre-se que é só mais um início. É só mais um re. Começo, novo, encontro.

Coloque o coração em tudo que fizer (ou então, nem faça). A mudança está aí dentro.

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Doce 15

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 Desde bem menina queria descobrir a sensação de virar moça. Falava dos meus 15 anos como se estivesse contando uma história de princesa. Passei anos tentando desvendar o que sentiria hoje e não consegui. Só agora, somente hoje, consegui decifrar o que isso significaria na minha vida.

 Percebi que o tempo passou. Isso se refletiu no espelho. Já não se vê uma menina de tranças. Vê-se agora uma garota, doce e feroz. Que pareça contraditório, eu não ligo! Esse é problema de tentar me descrever, acabo me limitando. E não gosto que me coloquem limites para ser. Pois se sou, sou. Não me escondo atrás de cortinas e nem  de imagem.

 O que sinto agora, não se descreve em palavras. Para tentar resumir: plenitude. E o conto de fadas que eu citei, me parece bem real. Sinto-me uma princesa! E não é pela idade em si, mas pelas circunstâncias que me tornaram eu. É hora de agradecer a Deus e a minha família, que fizeram de mim, tudo isso.

 E logo hoje, que queria encontrar a resposta para tudo que me questionei a vida inteira, não sei expressar e nem dimensionar a minha alegria. Fecha-se um ciclo para que outro se inicie. Que fique claro que o ponto que vem agora é linear, há muita história a ser escrita.